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IHC 2026

Programação

08:30
  • Abertura – Apresentação geral e motivação para o Workshop
08:40
  • Apresentação dos participantes – Cada participante se apresenta rapidamente

08:50
  • Conhecendo os trabalhos dos pares – Os participantes devem se reunir em grupos, onde autores do mesmo trabalho devem estar no mesmo grupo, mas cada grupo não pode ter mais de dois trabalhos. Cada autor (ou conjunto de autores) deve apresentar seu artigo verbalmente para o par. O ouvinte deve anotar em post-its as ideias principais e palavras chaves do trabalho do colega. Esta sessão não pode passar de 10 minutos.
09:00
  • Apresentação dos trabalhos dos colegas – Neste momento temos 8 trabalhos para serem apresentados. Cada pessoa, em 3 minutos deve resumir o projeto do par para os demais, apresentar as palavras-chave e colar o post-it no mural destinado.
09:30
  • Construção de uma agenda nacional de pesquisa – Vamos iniciar a discussão e construção de uma agenda de pesquisa em um processo participativo
10:00
  • Hora da merenda – Intervalo
10:30
  • Palestra Prof. Vinícius Cota (Maynooth University) – Palestra convidada com discussões
11:30
  • Construção de uma agenda nacional de pesquisa – Retomada e fechamento da proposta de discussão e construção de uma agenda de pesquisa em um processo participativo
11:50
  • Encerramento
Palestra

Interfaces Cérebro-Máquina: Conquistas, Limitações e o Caminho para Neurotecnologias Inteligentes

Resumo
As interfaces cérebro-computador (BCIs) representam uma das mais fascinantes fronteiras da neuroengenharia, com o potencial de transformar profundamente a maneira como interagimos com máquinas, com o ambiente e até mesmo com o próprio sistema nervoso. Nas últimas décadas, testemunhamos avanços extraordinários, desde o controle de próteses robóticas por sinais cerebrais até o desenvolvimento de neuropróteses sensoriais, tecnologias assistivas e novas estratégias terapêuticas para doenças neurológicas. Entretanto, apesar dos resultados impressionantes e das expectativas frequentemente grandiosas, a consolidação dessas tecnologias ainda enfrenta obstáculos fundamentais. A extraordinária complexidade das interações entre cérebro e máquina, a variabilidade da atividade neural, as limitações das interfaces e os desafios de interpretação e modulação dos sinais cerebrais impõem barreiras que frequentemente separam demonstrações experimentais promissoras de aplicações robustas e amplamente acessíveis. Nesta palestra, discutiremos a evolução das interfaces cérebro-computador sob uma perspectiva crítica, explorando suas principais conquistas, limitações e desafios científicos e tecnológicos. Abordaremos como os avanços em neurociência, inteligência artificial, modelagem computacional, processamento de sinais e sistemas embarcados estão abrindo novas possibilidades para o desenvolvimento de neurotecnologias mais inteligentes, adaptativas e personalizadas. Particular atenção será dedicada aos sistemas de malha fechada (closed-loop), capazes de interpretar a atividade cerebral e adaptar suas respostas dinamicamente, aproximando-nos de uma interação verdadeiramente bidirecional entre cérebro e máquina. Por fim, apresentaremos exemplos de nossas pesquisas em neuromodulação inteligente para o tratamento de distúrbios neurológicos e no desenvolvimento de interfaces cérebro-computador para aplicações em interação humano-computador, saúde e bem-estar.

Vinícius Rosa Cota

Maynooth University - Irlanda
Sobre o palestrante

Vinícius Rosa Cota é Professor de Engenharia Eletrônica na Maynooth University, Irlanda, onde desenvolve pesquisas nas áreas de neuroengenharia, interfaces cérebro-computador (BCI), neuromodulação e neurotecnologias inteligentes. É graduado em Engenharia Elétrica e doutor em Bioinformática, com ênfase em Neuroengenharia, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi professor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), onde fundou o Laboratório Interdisciplinar de Neuroengenharia e Neurociências (LINNce). Foi também pesquisador do Istituto Italiano di Tecnologia (IIT) e da Universidade de Gênova, na Itália, onde desenvolveu pesquisas como Marie Skłodowska-Curie Individual Fellow financiadas pelo programa Horizons da União Europeia. Sua atuação científica concentra-se no desenvolvimento de neurotecnologias para a compreensão e o tratamento de distúrbios neurológicos, com especial interesse em estimulação cerebral inteligente, sistemas de malha fechada (closed-loop), processamento de sinais neurais e inteligência artificial. Atualmente, também investiga aplicações de interfaces cérebro-computador para interação humano-computador, saúde e bem-estar.

Construindo uma Agenda Nacional de Pesquisa em Interfaces Cérebro-Computador

As Interfaces Cérebro-Computador (Brain-Computer Interfaces – BCI) vêm experimentando avanços significativos nos últimos anos, impulsionados pela maior disponibilidade de sensores acessíveis, pelo avanço da Inteligência Artificial para processamento de sinais neurais e por novas oportunidades de aplicação em áreas como acessibilidade, saúde, educação, Realidade Estendida e computação adaptativa.

Ao mesmo tempo, cresce o interesse da comunidade de Interação Humano-Computador (IHC) em investigar novas formas de interação mediadas por sinais neurais e fisiológicos.

É nesse contexto que surge o BCI4HCI Brasil, um workshop dedicado a aproximar pesquisadores, estudantes e profissionais interessados na interseção entre Interfaces Cérebro-Computador e Interação Humano-Computador.

O workshop busca discutir desafios científicos, tecnológicos, metodológicos e éticos, fomentar novas colaborações e contribuir para a construção de uma agenda nacional de pesquisa em BCI aplicada à IHC.

Objetivos

O BCI4HCI pretende:

  • reunir pesquisadores, estudantes e profissionais que atuam ou têm interesse em BCI e IHC;

  • promover a troca de experiências e resultados de pesquisa;

  • discutir desafios científicos, tecnológicos, metodológicos e éticos relacionados às BCIs;

  • aproximar pesquisadores de diferentes áreas e instituições;

  • identificar oportunidades de colaboração e novas linhas de investigação;

  • contribuir para a construção de uma agenda nacional de pesquisa em Interfaces Cérebro-Computador no contexto da IHC.

Quem deve participar?

A chamada é destinada a pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, profissionais da indústria e demais interessados em Interfaces Cérebro-Computador, Interação Humano-Computador e tecnologias relacionadas.

Não é necessário que o trabalho esteja exclusivamente centrado em BCI. São especialmente bem-vindas pesquisas que explorem a interseção entre BCI e outras áreas de pesquisa e aplicação.

Temas de interesse

São bem-vindos trabalhos relacionados, entre outros, aos seguintes temas:

  • Interfaces Cérebro-Computador e IHC

  • Inteligência Artificial aplicada a BCI

  • Processamento e interpretação de sinais neurais e fisiológicos

  • Interfaces neuroadaptativas e multimodais

  • Computação afetiva

  • Realidade Virtual, Aumentada e Estendida

  • Acessibilidade e tecnologias assistivas

  • Saúde e reabilitação

  • Educação e aprendizagem

  • Computação vestível e sensores

  • Aspectos metodológicos e éticos de BCI

  • Novos paradigmas de interação humano-computador mediados por sinais cerebrais

A lista de temas não é exaustiva. Trabalhos que apresentem novas perspectivas ou aplicações relacionadas à interseção entre BCI e IHC também são bem-vindos.

Chamada de Trabalhos

Convidamos a comunidade a submeter trabalhos que apresentem pesquisas concluídas ou em andamento, resultados preliminares, estudos exploratórios, perspectivas ou propostas de pesquisa relacionadas a BCI e suas interfaces com IHC e tecnologias emergentes.

O workshop busca criar um espaço aberto para apresentação e discussão de diferentes estágios de maturidade das pesquisas, favorecendo a troca de experiências e a identificação de oportunidades de colaboração.

O que esperamos dos trabalhos?

Os trabalhos podem abordar, por exemplo:

  • novos métodos e técnicas para interação baseada em sinais cerebrais;

  • desenvolvimento e avaliação de sistemas BCI;

  • aplicações de IA para interpretação de sinais neurais;

  • experiências de interação utilizando EEG ou outras modalidades de sinais fisiológicos;

  • sistemas neuroadaptativos;

  • aplicações de BCI em XR;

  • acessibilidade e tecnologias assistivas;

  • aplicações educacionais;

  • aplicações em saúde e reabilitação;

  • estudos centrados no usuário;

  • questões éticas, sociais e metodológicas relacionadas ao uso de BCI.

Diretrizes para Submissão

Os trabalhos submetidos ao BCI4HCI Brasil devem seguir as seguintes diretrizes:

Processo de Avaliação

Os artigos submetidos serão avaliados por revisão por pares, com pelo menos dois membros do Comitê de Programa.

Serão considerados critérios como:

  • relevância para o tema do workshop;

  • originalidade;

  • qualidade técnica;

  • clareza da apresentação;

  • potencial de impacto;

  • aderência à temática de BCI e IHC.

Em caso de divergência significativa entre os pareceres, um terceiro revisor poderá ser convidado.

Publicação

Os artigos aceitos serão publicados na SBC OpenLib, conforme as diretrizes do IHC 2026.

Além disso, os trabalhos poderão ser disponibilizados previamente aos participantes, quando autorizado pelos autores, com o objetivo de estimular discussões mais aprofundadas durante o workshop.

Mais do que apresentações: construindo uma agenda nacional

O BCI4HCI Brasil foi concebido não apenas como um espaço para apresentação de trabalhos.

Durante o workshop, os participantes serão convidados a discutir coletivamente desafios científicos, tecnológicos e éticos, identificar oportunidades de pesquisa e colaboração e refletir sobre as necessidades da comunidade brasileira.

A programação incluirá:

  1. Abertura e contextualização do estado da arte das Interfaces Cérebro-Computador na comunidade de IHC;

  2. Apresentações dos trabalhos aceitos, seguidas de discussões;

  3. Atividade colaborativa para identificação de desafios científicos, tecnológicos e éticos;

  4. Sessão plenária para consolidação de uma agenda nacional de pesquisa em BCI aplicada à IHC.

Como resultado, pretende-se elaborar um documento-síntese contendo os principais desafios, oportunidades, necessidades de infraestrutura, aspectos éticos e perspectivas de colaboração identificados pela comunidade.

Coordenação da Trilha

Fábio Henrique Monteiro Oliveira – IFB
Saul Delabrida – UFOP
Rone Ilídio da Silva – UFSJ

Comitê de Programa

Carla Denise Castanho – Universidade de Brasília (UnB)

Edgar Marçal de Barros Filho – Universidade Federal do Ceará (UFC)

Emanuel Ferreira Coutinho – Universidade Federal do Ceará (UFC)

Fábio Henrique M. Oliveira – Instituto Federal de Brasília (IFB)

Gabriel A. M. Vasiljevic – Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (ISD)

Katia Guimarães Sousa Palomo – Instituto Federal de Brasília (IFB)

Leonardo Cunha de Miranda – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Marcello Vieira Lasneaux – Instituto Federal de Brasília (IFB)

Marcos César da Rocha Seruffo – Universidade Federal do Pará (UFPA)

Marília Soares Mendes – Universidade Federal do Ceará (UFC)

Rhaíra Helena Caetano e Souza – Instituto Federal de Brasília (IFB)

Rone Ilídio da Silva – Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

Ronilson Williame da Silva Pereira – Universidade Federal do Pará (UFPA)

Saul Emanuel Delabrida – Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

Sharon Schilling Landgraf – Instituto Federal de Brasília (IFB)

Vanessa Cristina Silva – Instituto Federal de Brasília (IFB)

Virgínia Fernandes Mota – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Datas Importantes

  • Prazo de submissão de artigos: 06/09/2026
  • Notificação de aceitação: 25/09/2026
  • Envio da versão final de apresentação: 02/10/2026
  • Realização do workshop: durante o IHC 2026 – 19 a 23/10/2026