Programação

Palestras

Prof. Gilbert Cockton

Ser um Jogador de Equipe Focado no Ser Humano em uma Indústria Criativa Competitiva

Resumo:

Muitos países classificam o software como uma indústria criativa. Designers com formação criativa tornaram-se cada vez mais comuns no desenvolvimento de software nos últimos 15 anos, e muitas vezes são indispensáveis. Nos últimos anos, as principais consultorias de usabilidade (por exemplo, uie.com, nngroup.com) têm expandido sua oferta para incluir considerações de design criativo e estratégico. Focos humanos, como pesquisa contextual e avaliação da experiência do usuário, devem agora se integrar efetivamente com práticas criativas, estratégicas e técnicas. Não pode mais haver um único centro para o design de software. Os processos de design devem combinar e recombinar dinamicamente as atividades lideradas pelo design, lideradas pela estratégia, focadas no ser humano e na arquitetura de sistemas. Não pode haver processos de desenvolvimento iniciais fixos. Nenhuma filosofia de desenvolvimento única é adequada isoladamente, seja ágil, enxuta, design thinking, engenharia simultânea, experiência do usuário, design centrado no ser humano ou sensível ao valor. Cada projeto é único e cada equipe de desenvolvimento de software utilizará seus próprios recursos testados e comprovados, além de desenvolver continuamente novos recursos para obter vantagem competitiva.

Nesta palestra, Gilbert Cockton apresenta  um framework para gerenciar o trabalho de software criativo que é criticamente informado por considerações estratégicas, humanas e técnicas. Esse framework combina flexibilidade para respostas criativas com amplitude de considerações e rigor na reflexão e replanejamento. Ele é motivado pela necessidade de extrair o melhor dos principais paradigmas de design existentes, evitando suas limitações bem documentadas. Ele enfatiza recursos competitivos sobre métodos e processos padronizados.

Palestrante:

Gilbert Cockton se aposentou em fevereiro de 2019 como Professor de Teoria do Design na Northumbria University, onde continua a orientar alunos de doutorado. Ele é atualmente pesquisador na Escola de Computação da Universidade de Sunderland. Ele tem trabalhado em Design de Interação por quase 40 anos, começando com design e implementação de programas de e-learning como professor do ensino médio, seguido por programação de jogos freelance. Esses interesses o levaram a buscar um doutorado em Arquitetura e Especificação de Interface de Usuário. Durante muito tempo, desde a quando era estudante de doutorado, trabalhou em empresas como Scottish HCI Centre, Bell Northern (agora Nortel), MARI Computer Systems, Microsoft Research, além de ter prestado vários trabalhos de consultoria e direção de grandes projetos regionais de apoio ao setor digital (Digital Rede de Mídia, CODEWORKS NITRO, HEFCE Digital CoKE). Nas últimas funções, ele contribuiu para o estabelecimento do nordeste da Inglaterra como um importante centro de tecnologia digital criativa.

Gilbert é atualmente editor-chefe da revista ACM Interactions. Ele está envolvido na ACM SIGCHI desde 1992, como co-presidente de pôsteres e palestras curtas para INTERCHI’93. Ele foi presidente geral do CHI 2003, presidiu trilhas na CHI 1998, 2000, 2009, 2010 e 2012, e foi presidente do subcomitê/associate papers da CHI 2000 e 2001 e de 2008-2011. Entre 1997 e 2009, ele atuou em uma SIGCHI International Advisory Task Force, um grupo de trabalho de publicações, em seu Comitê de Gerenciamento de Conferências e em seu Comitê de Prêmios de Serviço e Impacto Social SIGCHI. Foi Membro do Subcomitê do Prêmio ACM Software Systems (1999-2003, Presidente 2002).

Prof. Raquel Prates

Caminhos da Colaboração: No meio do caminho, tinha um sistema

Resumo:

Estamos em Minas Gerais, falando sobre caminhos e, sem que seja uma surpresa, me vem à mente o famoso poema “No meio do caminho, tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. Porém, falamos de caminhos de interação e colaboração. Então cabe a adaptação feita por mim, como end-user reader, para o nosso contexto: “No meio do caminho, tinha um sistema”.  Cada vez mais os sistemas computacionais têm como uma das suas principais funções mediar a comunicação, colaboração e interação entre pessoas. No entanto, muitas vezes há muitas “pedras” no caminho desta interação. Algumas estão lá desde que surgiram os sistemas colaborativos para mediar a interação das pessoas, outras são novas e vem surgindo à medida que a tecnologia permite novos tipos de colaboração e integração. Nesta palestra vamos explorar algumas destas pedras e como a área de IHC está em posição privilegiada para lidar com elas.

Palestrante:

Raquel Prates é professora titular e atual subchefe do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde atua como professora desde 2006. Possui graduação em Ciência da Computação pela UFMG (1991), mestrado em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1994) e doutorado em Informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1998). Fez um pós-doutorado na Pennsylvania State University, no College of Information Systems and Technology de agosto de 2014 a julho de 2015. Sua pesquisa é em Interação Humano Computador e Sistemas Colaborativos, atuando principalmente nos seguintes temas: engenharia semiótica, interação humano-computador, avaliação de interfaces, comunicabilidade, design de interfaces e programação por usuário final.

Raquel sempre atuou nas comunidades nacionais e internacionais de IHC e Sistemas Colaborativos, tendo sido membro e coordenadora da Comissão Especial de Interação Humano-Computador (CEIHC) da SBC, membro e coordenadora da Comissão Especial de Sistemas Colaborativos (CESC) da SBC, membro do Comitê Executivo da ACM/SIGCHI como Vice-president for Local Chapters, e participado da CHI 2030 Task Force, foi também representante da SBC na IFIP TC13- Human-Computer Interaction Group. Atua desde 2020 como uma das editoras da Communications in Computer and Information Science da Springer. Participa como membro de diversos comitês de programa nacionais e internacionais de conferências nas áreas de IHC e Sistemas Colaborativos, já atuou como coordenadora de programa do IHC, SBSC, ACM Group 2022/23 (Third Wave), e de trilhas na CHI e CSCW.

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SESSÃO TÉCNICA

Acessibilidade

  1. Developing a Set of Design Patterns Specific for the Design of User Interfaces for Autistic Users
    Dayanne Gomes (UFMA), Nathasha Pinto (UFMA), Aurea Melo (UEA), Ivana Márcia Maia (IFMA), Anselmo Cardoso de Paiva (UFMA), Raimundo Barreto (UFAM), Davi Viana (UFMA), Luis Rivero (UFMA)
  2. Flying colors: Using color blindness simulations in the development of accessible mobile games
    Mateus Carneiro (UFC), Windson Viana (UFC), Rossana Andrade (UFC), Ticianne Darin (UFC)
  3. Image Descriptions’ Limitations for People with Visual Impairments: Where Are We and Where Are We Going?
    Alessandra Jandrey (PUC-RS), Duncan Ruiz (PUC-RS), Milene Silveira (PUC-RS)
  4. Making Design of Experiments (DOE) accessible for everyone: Prototype design and evaluation
    Fabiani de Souza (CPQD), Gabriela Vechini (UNICAMP), Graziella Bonadia (CPQD)
  5. The Windows 10’s Color Filter Feature as an Aid for Color Blind People in the Use of Websites
    Isa Maria de Paiva (UNIRIO), Sean Siqueira (UNIRIO), Simone Bacellar Leal Ferreira (UNIRIO)
  6. When just Ok, is not Ok – An Experimental Study through Sequential Chronological Cuts, with Prescriptive and Semantic Analyzes on the Dynamic Translation by VLibras Avatar
    André Silva (UNIRIO), Tatiane Militão de Sá (UFF), Ruan Diniz (PUC Campinas), Simone Bacellar Leal Ferreira (UNIRIO), Sean Siqueira (UNIRIO), Saulo Cabral Bourguignon (UFF)
  7. Evaluation of Assistive Technologies from the perspective of Usability, User Experience and Accessibility: a Systematic Mapping Study
    Tatiany Xavier de Godoi (UFPR), Guilherme Guerino (UEM), Natasha Valentim (UFPR)